"Página da Sandra"
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A Pescaria

Errado é errado, mesmo que todos estejam fazendo. Certo é certo, mesmo que ninguém esteja  fazendo… Li esta frase outro dia em uma rede social.

Infelizmente, os valores estão distorcidos em nossa sociedade e parece que fazer a coisa certa para muitas pessoas é “antiquado”,  e que se todos estão agindo da mesma forma, não tem problema nenhum fazer coisas consideradas erradas. Mas, será que é isso mesmo? Claro que não! Esse é o tema da mensagem a seguir:

“Ele tinha onze anos e, a cada oportunidade que surgia, ia pescar no cais próximo ao chalé da família, numa ilha que ficava em meio a um lago. A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar  apenas peixes cuja captura estava liberada.


O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água. Logo, elas se tornaram   prateadas pelo efeito da lua nascendo sobre o lago.
Quando o caniço vergou, ele soube que havia algo enorme do outro lado da linha.
O pai olhava com admiração, enquanto o garoto habilmente, e com muito cuidado,erguia o peixe exausto da água. Era o maior que já tinha visto,  porém sua pesca só era  permitida na temporada.
O garoto e o pai olharam para o peixe, tão bonito, as guelras movendo para trás e para frente.
O pai, então, acendeu um fósforo e olhou para o relógio. Pouco mais de dez da noite… Ainda faltavam quase duas horas para a abertura da temporada.
Em seguida, olhou para o peixe e depois para o menino, dizendo:    
– Você tem que devolvê-lo, filho!
– Mas, papai, reclamou o menino.
– Vai aparecer outro, insistiu o pai.
–  Não tão grande quanto este, choramingou a criança.
O garoto olhou à volta do lago. Não havia outros pescadores ou embarcações à vista. Voltou novamente o olhar para o pai. Mesmo sem ninguém por perto, sabia, pela firmeza em sua voz, que a decisão era inegociável. Devagar, tirou o anzol   da boca do enorme peixe e o devolveu à água escura. O peixe movimentou  rapidamente o corpo e desapareceu. Naquele momento, o menino teve certeza de que jamais pegaria um peixe tão   grande quanto aquele.
Isso aconteceu há trinta e quatro anos. Hoje, o garoto é um arquiteto bem-sucedido. O chalé continua lá,  na ilha em meio ao lago, e ele  leva seus filhos para  pescar  no mesmo cais. Sua intuição estava correta. Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como o daquela noite. Porém, sempre vê  o mesmo peixe todas as vezes que depara com uma questão ética.
Porque,  como o pai lhe ensinou,  a ética é simplesmente  uma questão de certo e errado.
Agir corretamente, quando se está sendo observado, é uma coisa.
A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos observando.
Essa conduta reta só é  possível quando, desde criança,  aprendeu-se a devolver o  peixe à água. Boa educação é como uma moeda de ouro: tem valor em toda parte.

James P. Lenfestey

Pense nisso!

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